“O Poço”, um filme necessário em tempos de pandemia e individualismo

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Existem três tipos de pessoas. As de cima, as de baixo e as que caem”.

O Poço é o nome da nova produção original da Netflix, que ficou disponível na última semana. De origem espanhola, o filme conseguiu se tornar um sucesso estrondoso em tempos de isolamento social por conta do coronavírus e saltou para o ranking dos 10 mais assistidos da plataforma de streaming no Brasil.

O diretor explicou qual era a sua intenção ao mostrar para o público os acontecimentos dentro da prisão.

“[O filme] não se trata de mudar o mundo, mas de entender e colocar o espectador em vários níveis e ver como eles se comportariam em cada um deles. As pessoas são muito parecidas entre si. É muito importante onde você nasceu – em que país e qual família -, mas somos todos muito parecidos. Dependendo da situação na qual você se encontra, você vai pensar e se comportar de uma maneira diferente. Então, estamos provocando o público para entender os limites de sua própria solidariedade”.

O conflito central de O Poço é a luta de um homem, Goreng (Iván Massagué), que entrou na prisão voluntariamente, com o objetivo de ficar por seis meses, para parar de fumar, conquistar um certificado e, finalmente, ler Don Quixote.

Durante sua experiência, Goreng percebe que ninguém é beneficiado na prisão, mas quase todos resistem obstinadamente às mudanças, incentivando cada indivíduo a comer o máximo que puder enquanto estiver em situação favorável. Se os dois residentes de cada nível comessem apenas o necessário, haveria o suficiente para todos. Infelizmente, a ganância dos que estão nos primeiros níveis prevalece, deixando para os que estão nos níveis mais baixos, apenas os restos ou nada. Nem mesmo o conselho de Imoguiri (Antonia San Juan), uma de suas companheiras, abre os olhos do protagonista em meio ao caos. Somente uma solidariedade espontânea pode trazer mudanças, ele escuta. Se todos se alimentassem com o que apenas foi reservado para si, haveria comida para todos. Mas como fazer essa mensagem ser notada quando quem tem em abundância apenas quer mais, enquanto os que não têm nada vão se transformando em canibais?

Igualmente, ele e Baharat(companheiro de cela), sem dúvida, matam várias pessoas em sua jornada através dos níveis, a fim de fazer cumprir suas regras de racionamento e preservar sua mensagem. Como resultado, é compreensível que ele renuncie ao seu lugar na plataforma e permita que a garota se aventure sozinha.

Depois de tudo o que fez, Goreng sente claramente que não há mais lugar para ele no mundo.

O nome de Goreng na verdade se traduz como “frito” (do indonésio para o português). Como tal, voltando à alegoria do Poço em comparação com o Inferno, Goreng opta por permanecer e “fritar” por seus pecados. Suas razões para permanecer uma parte arraigada do Poço também repousa na leitura escolhida por Goreng.

Permitido trazer um item com ele, Goreng optou por uma cópia de Dom Quixote de Miguel de Cervantes. Como o cavaleiro errante do livro, Goreng serve a comunidade e não a si próprio.

Por mais que ele queira se aventurar com a garota e, assim, ser o portador da mensagem, ele sabe que não há necessidade. Com sua psique mais ou menos em frangalhos agora, Goreng segue o exemplo de vários personagens históricos – deixando-se isolado na história e apenas deixando a mensagem que ele viveu e sofreu para colocar o mundo falar por si.

Mesmo em sua estreia como diretor de longa-metragem, Galder Gaztelu-Urrutia surpreende com uma narrativa que usa elementos de filme de horror gore para dissecar a estrutura socioeconômica que vivemos perante o capitalismo. É uma metáfora sobre os terrores desse sistema, onde cada indivíduo se debulha durante o seu tempo no topo, enquanto as massas invisíveis no fundo se comem vivas.

Ele relatou que sua intenção era apenas jogar com os sentimentos do público, que poderia usar a empatia. “O Poço quer colocar o espectador em uma posição que o faça pensar em como ele se comportaria em certas situações em relação ao que está acontecendo no mundo real. O que você faria estando nos primeiros e nos últimos níveis? Nós não julgamos, mas fazemos o questionamento e deixamos para o público a decisão”, revelou.

Ao pesquisar sobre teorias do filme, uma certa pessoa disse que a mensagem do filme é bíblica, a administração é Deus, que faz tudo perfeito, e conforme o humano vai tocando, vai deteriorando tudo e sendo destruído, Goreng é Jesus, o Messias, Baharat é a fé, que acredita que existe um caminho, e a menininha é a esperança. No entanto, conforme eles vão descendo a plataforma, os pecados capitais vão aparecendo:a gula pelo menino com síndrome de down, a luxuria com os homens velhos na piscina, inveja, preguiça, a ganancia o senhor com dinheiro e etc. E ainda há a simbologia do número 666, como se Jesus tivesse se sacrificado por todos, e mandou a mensagem “esperança” para Deus.

”O grande que for vicioso, será um grande vicioso, e o rico não generoso será um avarento mendigo, que ao possuidor das riquezas não o faz feliz possuí-las, mas sim despendê-las, e não ao gastá-las como quiser, mas saber empregá-las bem” -Dom Quixote.

A obra é bastante profunda e deixa em aberto o final para que cada espectador reflita sobre a história narrada e sobre o próprio mundo caótico que construimos até aqui. Será que ainda é possível mudar o rumo do mundo?

Nós da E.D.L sabemos que é possível. O novo reino esta plasmado. Continuem cooperando na obra, vigiai e orai.

Ele vive.

 

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Bruno Souza
26/03/2020 7:06 pm

Vou assistir, Luz pra nós!

Cássia Casanova
Editor
26/03/2020 10:26 pm

Me lembrou um dos filmes da saga Jogos Mortais que retrata um pouco esse lado da cooperação, se todos se ajudassem nenhum morreria, o que não acaba acontecendo.
Vou separar um tempo pra ver a série..
Gratidão. Luz p’ra nós!

Romário Vieira
26/03/2020 7:33 pm

Dormi em algumas partes, vou assistir novamente. Luz p’ra nós!

Ariel dos Santos
26/03/2020 7:55 pm

Luz p’ra nós!

Admin bar avatar
26/03/2020 9:17 pm

Gostei. Luz p’ra nós!

Bruna Sollara
27/03/2020 10:16 am

Eu assisti esse filme, mt difícil de assistir pois sabemos que de certa forma retrata a realidade, mas é um filme necessário.
Luz p’ra nós!

Luiz Cláudio
27/03/2020 1:34 pm

Vou tentar assistir, luz p’ra nós!

Michelly
Admin
27/03/2020 7:11 pm

Luz p’ra nós!

khetelin oliveira
28/03/2020 8:44 am

Filme muito bom! Faz a gente refletir sobre várias questões. Assistam! Luz p’ra nós:)

Silas Ramos da Silva Junior
31/03/2020 8:07 pm

Vou assistir, luz p’ra nós!

serginho
31/03/2020 10:48 pm

curti o filme

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