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Foto: Suzanne Dorst | Unsplash

 

Estimativa para os próximos 5 anos inclui empregos diretos em energia eólica onshore e offshore.

Uma nova análise do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC) estima que a energia eólica deve gerar 3,3 milhões de novos empregos globalmente nos próximos cinco anos, graças à grande expansão do setor. A maioria destes empregos será criada em mercados eólicos de elevado crescimento, sendo que os principais hoje são China, EUA, Índia, Alemanha, Reino Unido, Brasil, França, Suécia, Espanha, África do Sul e Taiwan.

Este número inclui novos empregos diretos em energia eólica onshore e offshore, e cobre toda a cadeia de valor do setor: planejamento e desenvolvimento de projetos; fabricação; instalação; operação e manutenção (O&M); e descomissionamento.

Até 2020, existiam aproximadamente 550 mil postos de trabalho na indústria eólica na China, 260 mil no Brasil, 115 mil nos EUA e 63 mil na Índia, de acordo com uma pesquisa global realizada pela GWEC Market Intelligence. A nova previsão de criação de empregos é baseada em estudos globais da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) sobre a criação de empregos para projetos eólicos onshore e offshore em 2017 e 2018. Com 751 GW de capacidade de energia eólica já instalados, a indústria eólica gerou quase 1,2 milhões de empregos em todo o mundo até o momento, de acordo com a IRENA.

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Parque Eólico de Guanambi. Foto: Paula Fróes | GOVBA

A GWEC Market Intelligence prevê que um adicional de 470 GW de nova capacidade eólica onshore e offshore será instalada em todo o mundo entre 2021-2025. Com base nos cálculos de criação de empregos existentes, é possível estimar, segundo o GWEC, que esse aumento de capacidade suportará uma geração de 3,3 milhões de empregos sustentáveis e de longo prazo ao longo de 25 anos de vida útil dos projetos.

“A indústria eólica tem um forte histórico de criação de empregos de alta qualidade e de longo prazo, revitalizando comunidades por meio de uma série de oportunidades industriais”, afirma Ben Backwell, CEO do GWEC. “Como o mundo ainda se recupera dos impactos econômicos da pandemia, os governos devem olhar para o setor eólico como uma indústria-chave para criar os empregos necessários não apenas para colocar as economias de volta no caminho certo”.

Backwell destaca que apesar das inegáveis evidências de que o vento e outros setores de energias renováveis oferecem significativamente mais benefícios econômicos e empregos, os pacotes de recuperação econômica em nível mundial ainda estão gastando 30 bilhões de dólares a mais em energias fósseis em comparação com fontes limpas. “Cada dólar gasto em combustíveis fósseis em vez de energia limpa significa que perdemos empregos em potencial.”

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Foto: Jason Blackeye | Unsplash

“A transição energética terá que acelerar na próxima década para salvaguardar nossas chances de alcançar a neutralidade de carbono até meados do século”, enfatiza Joyce Lee, Chefe de Políticas e Projetos do GWEC. “A boa notícia é que a transição oferece empregos e ganhos econômicos, e os governos em todo o mundo podem aproveitar os benefícios socioeconômicos estabelecendo metas mais ambiciosas de energia renovável, racionalizando as licenças para projetos eólicos e construindo mercados de energia que incorporem os custos reais dos combustíveis fósseis.”

“A energia do vento está bem posicionada para ser o motor de uma transição justa, com ventos offshore em particular oferecendo uma resposta à ruptura do mercado de trabalho no setor de petróleo e gás offshore e engenharia naval”, acrescenta ela. “Os governos devem assegurar que as políticas de recuperação verde estejam em vigor para trazer os trabalhadores para uma transição justa e sustentável.” Fonte: Ciclo Vivo