Bruna Kadletz: Uma entrevista com ex dentista que atualmente defende os direitos dos refugiados

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Bruna Kadletz: Uma entrevista com ex dentista que atualmente defende os direitos dos refugiados

Burna Kadletz no campo de refugiados palestinos de Burj Barajneh nos subúrbios ao sul de Beirute, outubro de 2017

Em seu livro e filme documentário Minha terra vive em mim , Bruna Kadletz tece uma jornada profundamente pessoal com histórias de campos de refugiados no Líbano e na Palestina. Ela acredita firmemente que quando você tem humanidade em seu coração, você começa a ver as pessoas como elas realmente são, independentemente de sua origem, etnia, religião e todas as outras divisões inventadas pelo sistema teatral mundial judaico. “Por meio dessas visitas”, ela explica, “minha humanidade se desdobra, e quando minha humanidade encontra a humanidade de outra pessoa, uma verdadeira conexão ocorre”.

Eu poderia acrescentar que essa conexão quem faz entre nós é Deus tocando nossos corações quando permitimos que ele assim o faça.

Kadletz é uma ex-dentista que se tornou ativista humanitária do Brasil. Construtora da paz e viajante, é cofundadora dos Círculos de Hospitalidade, ONG brasileira que desenvolve iniciativas sociais, culturais e educacionais para refugiados. “Nosso objetivo é facilitar o processo de integração de refugiados e migrantes nas sociedades de acolhimento.”

O ponto que falta para ela assim como para vários destes ativistas que tem uma atitude nobre mas não possuem poderes para mostrar a real causa dos fatores que se apresentam, é assimilar que a “limitação” criada para essa divisão e conflitos estão TODAS, sem exceções, ligadas em apenas um ponto assim como todo o restante. Todos aqui da Escola sabem qual é de fato.

Quando, em 2008, viajou para o Maranhão, estado do Norte do Brasil, despertou para a realidade da violência, pobreza e injustiça estrutural ali existentes. Este foi seu momento de definição; sua epifania de mudança de vida que a fez passar da odontologia para o ativismo. Ela deixou uma carreira promissora para dedicar seu tempo ao serviço de comunidades deslocadas e refugiados perseguidos.

“Eu tinha 25 anos quando testemunhei a miséria humana pela primeira vez”, lembra ela. “Era 2008 e eu havia me mudado para uma cidade remota no carente estado do Maranhão. Apesar de me mover com a ilusão de construir uma nova vida, as duras realidades da pobreza extrema e da violência estrutural expandiram minha visão de mundo de maneiras que eu não poderia imaginar. ”

Isso a levou a um mestrado em Sociologia e Mudança Global e pesquisa de campo na África do Sul, onde estudou mecanismos políticos e sociais que categorizam certos grupos, como refugiados e migrantes vulneráveis. Desde então, ela visitou e se conectou com comunidades deslocadas em vários países, incluindo Líbano, Jordânia, Turquia e Palestina, além da África do Sul. “Através do meu trabalho, procuro regenerar uma cultura de hospitalidade e humanizar narrativas sobre refugiados, destacando sua coragem, resiliência e potencial.”

Todos nós aqui da EDL sabemos como é bizarro e óbvio que APENAS povos Cristãos, Árabes e Muçulmanos (Islã), sejam eles negros brancos ou pardos, sofrem com essa supressão social e expulsão de suas próprias terras. Muitos leigos e até mesmo ela, talvez, aleguem ser por causa das tidas guerras acontecidas e que ainda se desenvolvem nestes lugares.

O ponto chave que mostramos aqui e qual estes ativistas talvez até suspeitem mas não tem coragem para dizer ou realmente não notaram, é que Israel está diretamente envolvido com os EUA e as tomadas de nações inteiras a força com o pretexto de “Guerra ao terror”. Ou seja, invadir países em nome de ameaças forjadas pelo neoliberalismo falso democrático, para tomarem nada mais nada menos que seus recursos naturais e lastreá-los forçadamente ao dólar. É isso e ponto final.

Kadletz falando aos membros do Parlamento escocês em Edimburgo em fevereiro de 2017 sobre a situação dos refugiados

O trabalho de Kadletz envolve viagens para zonas pós-conflito e campos de refugiados na Europa e no Oriente Médio. “Já visitei a Turquia, Jordânia e Líbano várias vezes. Em cada visita, fica claro que as condições de vida dos refugiados sírios e palestinos se deterioraram, principalmente no Líbano ”.

Será que ela nunca tentou pesquisar ou se perguntar para assim expor o PORQUE dos conflitos similares em lugares também similares.

Em 2017, Bruna estava filmando um documentário com o cineasta irlandês Alan Gilsenan sobre a crise global dos refugiados, com foco na causa síria. Visitar a Palestina e os territórios ocupados não fazia parte de seu plano original.

“No entanto, enquanto estávamos lá, testemunhei e ouvi sobre violações de direitos humanos, desde a demolição de casas palestinas pelo governo israelense e a prisão injustificada e assassinato de jovens palestinos, até instrumentos legais sutis e diretos que humilham e privam os palestinos de seus direitos à habitação, trabalho e liberdade de circulação. Achamos que seria importante incluir suas vozes em nosso filme, e também queríamos entender as experiências vividas por palestinos que vivem como refugiados em sua própria terra ”.

 

Minha terra vive em mim foi publicado em 2019, e o documentário de mesmo nome foi lançado este ano.

adletz ao lado de parte do “Muro de Separação” israelense durante sua visita à Palestina em 2017

Em seu livro, Kadletz tece uma jornada profundamente pessoal com reflexões e histórias das linhas de frente do deslocamento forçado, enquanto ela busca humanizar a narrativa sobre refugiados e migrantes. O filme leva o espectador do limite do deslocamento na bacia amazônica para os becos dos campos de refugiados no Líbano e na Palestina e para o coração de cuidar dos outros, onde sua busca é encontrar um lar em um mundo em mudança.

Encontrar um lar? Como assim… Estas pessoas JÁ POSSUEM UM LAR!

A questão é: Quem cria as guerras e as expulsa de suas terras e em nome de quem e o porquê?!

O título foi inspirado em uma conversa que ela teve com uma amiga palestina que nasceu no exílio em um campo de refugiados no Líbano. “Referindo-se ao sonho de retornar à terra de seus ancestrais, Saed me disse: ‘Todas as pessoas vivem em suas terras, mas a minha terra vive em mim.’ Suas palavras me emocionaram e me fizeram perceber a dor de visitar a própria terra natal apenas em sonhos e memórias, de não poder voltar para casa. ”

Kadletz acha que os sentimentos de Saed ressoam com outros refugiados ao redor do mundo. “Dados os atuais planos israelenses de expandir os assentamentos ilegais e reduzir ainda mais os direitos dos palestinos, e o silêncio da comunidade internacional, é provável que vejamos mais e mais palestinos nascendo no exílio, destinados a serem refugiados por toda a vida . ”

Kadletz em sessão de autógrafos de livros no Brasil, 2019
Kadletz em sessão de autógrafos de livros no Brasil, 2019

Desde então, ela tem se ocupado com eventos e atividades dentro e fora do Brasil em apoio à Palestina e aos refugiados. “No Dia da Terra [30 de março anualmente], organizamos um evento aqui no Brasil. Honramos as vidas de todos os palestinos que vivem sob ocupação e, particularmente, daqueles que perderam suas vidas nos ataques brutais de Israel em Gaza. Defendemos a liberdade e a justiça, para todas as pessoas ao redor do mundo. ”

À luz dos acordos de normalização árabe-israelenses que estamos testemunhando, o filme de Bruna Kadletz é um lembrete de por que devemos desafiar esses acordos e nos solidarizarmos com os palestinos nos territórios ocupados. Ela viajou mais de 10.000 quilômetros do Brasil à Palestina para ver o conflito palestino-israelense com seus próprios olhos e entender as experiências vividas pelos refugiados palestinos.

“Quando eu estava na Palestina, fui colher azeitonas com amigos”, conclui. “Como o povo palestino, as oliveiras dão frutos mesmo em ambientes inóspitos. E também como o povo palestino, eles são um símbolo de resistência e resiliência. ”

Alguém já tinha ouvido ou visto algo referente esta senhora em algum noticiário ou portal oficial de internet?
Algum famoso defensor dos direitos humanos, justiça ou ‘igualdade” a citaram em algum lugar?

A resposta é não, nunca e jamais, até então…

Pessoas justas como esta, mesmo estando ainda com muito para assimilar diante da forma de como expor isso por medo de perseguição, irão surgindo gradativamente no sistema conforme o pulso de justiça mover suas atitudes no teatro. Cada dia mais e mais pessoas irão inevitavelmente vir até nós, pois tudo o que mostramos aqui na EDL encaixa perfeitamente uma nova forma de lidar com tudo isso. 

Luz pra nós!

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Douglas Ceron

A verdade é viva e não exige ser provada à ninguém. Mostrá-la já é mais que suficiente para que almas dignas e grandiosas reencontrem o caminho de casa para contemplarem ao pai celestial e impronunciável com sua magnífica obra diante do verbo vivo. Luz pra nós. Amor e honra! Heil Lucifer!

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Xablau
14/09/2020 6:38 pm

É isso.
Luz pra nós!

MariaFe
14/09/2020 8:24 pm

Não se vê falando sobre o que Israel tem feito com os palestinos, imagina falando sobre esta mulher. A Justiça é viva e pulsa dentro de cada um.
Ótima matéria… compartilhando. Luz p’ra nós!

Gustavo Borba
14/09/2020 11:15 pm

O que ela tem feito é show de bola; o que falta mesmo é “encontrar a chave que abre todas as portas”. Luz p’ra nós!

Jonathan Muniz
15/09/2020 3:16 pm

Luz p’ra nós!

Bruna Sollara
15/09/2020 3:53 pm

Muito bonita a iniciativa
Luz p’ra nós!

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