Alunos decidem indenizar descendentes de negros vendidos como escravos por universidade dos EUA

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A Universidade de Georgetown, localizada nos arredores de Washington, D.C., capital dos EUA é uma das mais importantes e respeitadas instituições de ensino superior do mundo. Acontece que, em meados do século 19, a universidade precisou levantar fundos para sua manutenção – e, em 1838, colocou à venda 272 pessoas negras escravizadas pelo valor equivalente hoje a 3,3 milhões de dólares.

Os seres humanos escravizados haviam sido “doados” à universidade por fazendeiros e empresários que apoiavam Georgetown. Passados 181 anos de tal negociação sombria e absurda, os atuais alunos da universidade votaram por ao menos tentar reparar ou amenizar o terrível impacto desse passado assombroso e racista para os descendentes dos negros escravizados de Georgetown.

Assim nasceu a proposta de criação de um “fundo de reconciliação”, que foi endossado por 66% dos estudantes da universidade. Agora a medida precisa ser aprovada pelo conselho da instituição para entrar em vigor. Caso venha a ser criado, o fundo será o primeiro do tipo em uma grande universidade americana.

Mais de 60% dos estudantes de Georgetown participaram da votação, que argumenta não só diretamente pelos descendentes dos escravizados da universidade, como argumenta o óbvio:que muito da riqueza dos EUA foi construída às custas do comércio e da mão de obra de pessoas escravizadas.

O projeto prevê que todos os alunos da graduação paguem uma taxa semestral de 27,20 dólares para “fins de caridade que beneficiem os descendentes” das pessoas escravizadas.

Os críticos do projeto afirmam que a taxa não deveria ser compulsória, mas sim opcional, e que a universidade deveria sim oferecer educação de qualidades aos descendentes dos 272. No mesmo sentido, questiona-se de que forma o valor a ser arrecadado anualmente – cerca de 400 mil dólares – será reinvestido. O presidente de Georgetown deve se pronunciar ainda essa semana.

 

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Claudio Arakaki

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Thiago Galhas
16/04/2019 8:31 pm

Mais do que a indenização = dinheiro, o que vale é a atitude dos alunos, ao lembrar e trazer à tona esse passado obscuro. Não podemos apagar o passado, mas podemos escrever um belo futuro, mas pra isso, no “presente”, é necessário que lembremos da nossa história, obviamente, pra não perdermos a “perspectiva” e sabermos nos posicionar com sabedoria, buscando sempre a justiça, através da honra e do amor.

Lin de Oliveira
17/04/2019 11:30 pm

luz pra nos !!!

Douglas Ceron
Editor
17/04/2019 11:55 pm

Nada mais justo e consciente.
Luz pra nós!

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